terça-feira, 27 de março de 2007

O OUTRO LADO DA MOEDA

FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO AOS DOMINGOS E FERIADOS

Segundo Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte e Região Metropolitana o funcionamento do comércio de forma indiscriminada nunca representou aumento de emprego, vendas, arrecadação, etc. O que há é mudanças nos turnos de trabalho entre os já contratados e fragmentação da venda na semana para o domingo, sem significar aumento de vendas e maior arrecadação.

O trabalhador é atingido diretamente neste dia de repouso, comunhão com a família, igreja, amigos, lazer, esporte. Até 60 horas semanais de trabalho tenso, em pé, sem parada para descanso, com os menores salários do mercado, acometidos por doenças psicológicas, psiquiátricas, fonoaudiólogas, estresse, fadiga, lesão por esforço repetitivo , circulação, coluna, etc; problemas sociais, desagregação familiar, divórcios: este é o resultado do trabalho aos domingos - retrocesso às conquistas sociais / trabalhistas.

O funcionamento do comércio em feriados é proibido por lei e sua regulamentação aos domingos não afronta a livre iniciativa, concorrência e o direito do consumidor.
O trabalho humano também foi construir como pilar da ordem econômica. Os grandes grupos econômicos estão engolindo as pequenas e médias empresas (que contratam o triplo).

Assim 50% dos comerciantes também não querem a abertura indiscriminada. Neste sentido o comércio nos Estados Unidos e países da União Européia não funcionam aos domingos.”

quinta-feira, 15 de março de 2007

REGRAS DE REDAÇÃO PARA A ESCRITA JORNALÍSTICA

Fonte da imagem: banco de imagens da Google

PARA UMA BOA REDAÇÃO É PRECISO ATENÇÃO NA HORA DE ESCREVER

O jornalista precisa estar em constante observação de seu próprio trabalho. Apromorar a redação deve ser uma constante, objetivo tão nobre quanto a boa apuração dos fatos.
É sempre bom ter em mãos um manual de redação jornalística na hora de redigir a matéria.
Aqui algumas dicas, extraídas do Manual Redação da Folha de São Paulo:

- “nome dos logradouros públicos: Apenas o nome da rua ou avenida são colocadas em maiúscula. Ex.: “rua da Consolação, avenida Brasil” (pg.79). Obs.: rua e avenida não são abreviadas.Existe exceção para o caso de o “acidente geográfico fazer parte do nome próprio (por exemplo, de país), use maiúscula: Ilhas Salomão, Cabo Verde ...”(pg.80).- Números cardinais e ordinais: Dias da semana - sem o sufixo: “sempre com minúscula: domingo, segunda, terça. Em título, admitem-se as formas reduzidas 2.ª, 3.ª ...”Dias do mês: “sempre com numeral cardinal, exceto o dia 1.º, com ordinal: 1.º de outubro, 25 de março”Numerais: “por extensos sós números inteiros de zero a dez...” Depois: “10 mil, 1 bilhão, 9,5 trilhões, US$ 20 milhões 2,5 mil pessoas. 2.000 e não 2 mil ou dois mil)”- Cargos: sempre com minúscula: presidente, secretário, ministro. Em caso de cargos com titulação pomposa, usa-se hífen (diretor-presidente)- Hora: O horário só deve ser informado se for realmente relevante. O melhor é colocar o período em que aconteceu o fato. Ex.: “o ministro foi demitido no final da tarde” ( Não abrevie o termo minutos no registro de horário 12h45. A conferência se prolongou por duas horas e 40 minutos(...) a guerra começou às 2h30 de hoje...- Distância: “Procure sempre situar o local da maneira mais pertinente em relação à notícia. No caso de acidente em Bananal, o que importa é localizar a cidade, que é pouco conhecida. Ao dizer 310 km a leste de São Paulo, o texto informa o Estado e a região.” (pg.77)- Indicadores de volume: “as unidades de medida são escritas por extenso e grafas em caixa baixa: metro, watt, quilograma”. O manual disponibiliza tabela de conversão de medidas na página 104. Exs.: acre: ac, mililitro: ml, polegada: pol.
- Siglas: Até 3 letras: CFM (Conselho...)Até 4 letras: UFMG (Universidade...)“Evitar nos títulos, exceto em casos consagrados como Aids, Embratel, ONU, OLP, USP”. “Não use ponto O.N.U e sim ONU”. O significado vem após a primeira menção. Ex.: O filme vai ser exibido nos MIS (Museu de Imagem e do Som)”“Use maiúscula apenas na primeira letra: Petrobrás, Sudene”“Use apenas letras maiúsculas para leitura letra por letra: FGTS, DNER”
Para mais uma refletida ...LEIA MAIS...

(estudo - aula do profeassor Marcelo Freitas, de impresso III. Dias 15/03/07)

terça-feira, 13 de março de 2007

UM BASTA PARA A VIOLÊNCIA

Foto: Paulo Ozanan



O HORROR DA VIOLÊNCIA:
UMA PREOCUPAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS









A votação sobre a redução da maioridade penal foi adiada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou, no fim do mês de fevereiro, a criação de uma comissão para discutir a segurança pública. No senado as opiniões se mostram divergentes. Enquanto Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), presidente da CCJ, era contra o adiamento da votação, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) insistiu na idéia de criar a comissão especial que tem até o final deste mês, podendo prorrogar por mais 15 dias, de apresentar a conclusão dos debates.

“Depois da última barbárie noticiada pelos jornais, a morte do menino João Hélio, a criminalidade continua a todo vapor”, lamenta a cientista social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Eliane Regina Santana. Para a socióloga o senado precisa manifestar-se com urgência sobre os assuntos de segurança pública. “Enquanto os políticos ficam divididos, a população continua refém da violência”. Eliane Santana lamentou que os jovens possam estar à mercê da impunidade e lembrou a morte da adolescente Priscila Aprígio da Silva, de 13 anos, que ficou paraplégica depois de ser baleada no último dia 28, durante um tiroteio em frente a uma agência do Itaú, em Moema, na zona sul do São Paulo.




“São muitas as causas da violência no país. Nos últimos anos estamos entre os mais violentos do mundo. Mas é sempre bom lembrar que o ser humano não comete violência sem motivo. Violência é sempre reação.” é o que diz Lázaro Pedra, Perito Criminal da Seção de Crimes Contra a Vida, do Instituto de Criminalística de Minas Gerais. O perito, que trabalha há mais de 15 anos fazendo levantamentos em locais de crime, acredita que a violência só acontece quando sociedade e governo não foram suficientes para resolver o problema do agressor.“As causas de homicídio ocorrem, em sua maioria, nas classes pobres, por problemas de tráfico de drogas e excesso de bebida alcoólica. A violência pode ser estimulada por crises mentais, mas o que mais acontece é que no Brasil vivemos o desrespeito das injustiças sociais. As desigualdades econômicas é que produzem o grosso da violência”.




Para o estudante de jornalismo Horácio Martins a mídia no Brasil precisa mudar o foco de cobertura da violência. Na opinião do estudante, as manchetes de jornal sobre violência só mostram casos que criam impactos emocionais. “A violência que chama a atenção dos leitores é um prato cheio para vender jornais. É preciso retomar o sentido do jornalismo e investigar seriamente as causas da violência e as formas eficazes de combatê-la”.




O filme “Turistas”, lançado recentemente nas salas de cinema do país, gerou polêmica ao trazer à tona para o mundo a violência no Brasil. O jovem Pedro Henrique,15 anos, não quis assistir ao filme, que pensa ser um exagero e desrespeito para com o país. “Li sobre o filme e ouvi opinião de colegas que foram ver. Não tive vontade de assistir por causa do exagero, principalmente quando mostra o tráfico de órgãos de estrangeiros como o principal. Esqueceram de mostrar nosso dia-a-dia, trabalhando e estudando com dificuldade e ainda correr risco de assalto no ponto de ônibus”. Para o jovem Pedro, o caminho que percorre todos os dias de casa até a escola exige muita atenção e cuidados para não ter a mochila, tênis e boné roubados. “As maiores violências não são contra os turistas. São contra o povo pobre do Brasil. Mas acredito que um dia vou sair na rua para passear sem preocupar em ser roubado”, diz ele.








Por Georgiana Medeiros, estudante de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte