terça-feira, 12 de junho de 2007

Peritos pedem socorro




Em uma entrevista coletiva realizada pela Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), na cede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais, estava em pauta a violência vivenciada pelos profissionais diariamente.
A cada dia aumenta mais a falta de segurança dos médicos peritos do INSS. Alguns pacientes que não conseguem o resultado ‘desejado’ nas perícias agridem e até assassinam os médicos.
Essa entrevista coletiva foi motivada pela indignação dos profissionais da ANMP depois do assassinato de um médico em Patrocínio (MG). José Rodrigues de Souza (61) foi baleado pelo ex-gari Manoel Rodrigues (60) depois de ter tido o seu pedido de benefício do INSS negado. José Rodrigues trabalhava há trinta anos para o INSS, era casado e pai de dois filhos.
A ANMP assinou um acordo com o INSS que garantiria a segurança dos profissionais. As medidas que seriam adotadas incluíam portas com detectores de metais, acompanhamento policial para as regiões rurais, dentre outras medidas. Mas nenhuma dessas medidas foram tomadas.
Como forma de pressionar o Ministério Público a ANMP fez uma paralisação de cinco dias. A decisão de protestar parando de trabalhar esses dias foi tomada depois que a médica perita Cristina Felipe da Silva foi assassinada. Essa greve foi julgada e considerada legal pelo Tribunal do DF.
E as ameaças não são apenas com os médicos peritos. O auditor fiscal Guilherme de Oliveira Horta contou que para trabalhar ele toma várias medidas de segurança. Algumas das medidas são: o telefone para contato que é deixado nas instituições é sempre o da Delegacia Regional do Trabalho, nunca o pessoal, outra forma de se prevenir é nunca ir sozinho fazer a fiscalização, sempre em dupla. Nos casos que oferecem maior risco a escolta policial é acionada. Na área rural é onde acontecem mais casos de ameaças. Guilherme contou que com essas medidas ele conseguiu, desde 1984, desempenhar seu trabalho.
A insegurança diária desses profissionais está assustando cada vez mais. É preciso que haja segurança para que eles possam trabalhar. Cada profissional cria alternativas próprias para tentar amenizar o problema, mas a violência crescente parece não ter fim.
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violência no trânsito

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ministério Público fecha bingos em BH



























Sete casas de bingo foram fechadas pela polícia militar em uma operação conjunta com o Ministério Público Estadual. Destas, três funcionavam nos bairros Barro Preto e Santo Agostinho, na região Centro-Sul da cidade, um na Savassi, outros dois no hipercentro e um na região do Barreiro.
A Polícia Militar cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juizado Especial Criminal. Esta operação envolveu 120 policiais militares, representantes do Ministério Público Estadual, da Prefeitura de Belo Horizonte e do Juizado Especial Criminal.
O MP considerou que havia ordem da Justiça Criminal para o fechamento, a qual tem competência sobre decisões relacionadas a jogos de azar, e manteve a ação.
A Associação Mineira de Bingos (Amibin) prometeu acionar a Corregedoria da Polícia Militar e a Comissão de Direitos Humanos para apurar a atitude do Ministério Público no fechamento das casas de bingo. Segundo a advogada da Amibin, Giselly Marchesano, foi constatado comportamento arbitrário e indigno dos militares nos estabelecimentos localizados nas ruas Caetés e São Paulo.
Todas as liminares concedidas foram cassadas. Agora, por determinação do Ministério Público nenhuma casa de bingo pode funcionar.

Pare, leia e pense



De acordo com os Detrans estaduais a região sudeste é a que tem maior registro de número de acidentes de trânsito. Esses acidentes são a segunda maior causa de mortalidade no Sistema Único de Saúde (SUS). De dezembro de 2006 até junho deste ano já foram gastos R$ 635 milhões com internações em hospitais públicos causadas por acidentes de trânsito.
O novo Código de Trânsito Brasileiro, em vigor desde 1998, implantou o sistema de pontos na carteira de habilitação e multas com valores elevados. Isso ajudou a reduzir o número de acidentes. Em 1998, 30.394 pessoas perderam a vida, o ano seguinte já houve a diminuição em 13% deste número.
Apesar disso, estatísticas da polícia federal demonstram que a cada ano, a contar de 2000, há uma variação pequena nos números de acidentes. Eles estão reduzindo, mas de uma forma muito lenta.
As principais causas de acidentes são o uso de drogas e álcool. Outros fatores que contribuem são a falta de cinto de segurança e o excesso de velocidade.
Um estudo recente feito pela Universidade Federal da Paraíba comprovou que o cansaço é outro importante fator que contribui para o aumento dos acidentes de trânsito. Os motoristas que dirigem com sono tem seus reflexos mais lentos, além de terem a visão alterada.
A BHTRANS e a prefeitura de Belo Horizonte lançaram uma cartilha com dicas sobre o trânsito. Elas fizeram cinco fascículos que são distribuídas em blitz, sinais, nos grandes estacionamentos e no DETRAN – MG. Este mês está sendo divulgada a terceira edição que é sobre estacionamentos. A primeira foi sobre limites de velocidades, a segunda, circulação, a quarta edição vai ser sobre segurança e a última tem o título de “paz no trânsito”.
Para conseguir os fascículos anteriores os interessados podem entrar em contato com a BHTRANS através do telefone (31) 3277-6500 ou pelo e-mail geatubht@pbh.gov.br.
É preciso ter calma e consciência no trânsito. Os motoristas devem se conscientizar que o que está em jogo não é somente a vida de quem dirige, mas a de outras pessoas também.