UM BASTA PARA A VIOLÊNCIA
Foto: Paulo Ozanan
O HORROR DA VIOLÊNCIA:
UMA PREOCUPAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
A votação sobre a redução da maioridade penal foi adiada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou, no fim do mês de fevereiro, a criação de uma comissão para discutir a segurança pública. No senado as opiniões se mostram divergentes. Enquanto Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), presidente da CCJ, era contra o adiamento da votação, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) insistiu na idéia de criar a comissão especial que tem até o final deste mês, podendo prorrogar por mais 15 dias, de apresentar a conclusão dos debates.
“Depois da última barbárie noticiada pelos jornais, a morte do menino João Hélio, a criminalidade continua a todo vapor”, lamenta a cientista social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Eliane Regina Santana. Para a socióloga o senado precisa manifestar-se com urgência sobre os assuntos de segurança pública. “Enquanto os políticos ficam divididos, a população continua refém da violência”. Eliane Santana lamentou que os jovens possam estar à mercê da impunidade e lembrou a morte da adolescente Priscila Aprígio da Silva, de 13 anos, que ficou paraplégica depois de ser baleada no último dia 28, durante um tiroteio em frente a uma agência do Itaú, em Moema, na zona sul do São Paulo.
“Depois da última barbárie noticiada pelos jornais, a morte do menino João Hélio, a criminalidade continua a todo vapor”, lamenta a cientista social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Eliane Regina Santana. Para a socióloga o senado precisa manifestar-se com urgência sobre os assuntos de segurança pública. “Enquanto os políticos ficam divididos, a população continua refém da violência”. Eliane Santana lamentou que os jovens possam estar à mercê da impunidade e lembrou a morte da adolescente Priscila Aprígio da Silva, de 13 anos, que ficou paraplégica depois de ser baleada no último dia 28, durante um tiroteio em frente a uma agência do Itaú, em Moema, na zona sul do São Paulo.
“São muitas as causas da violência no país. Nos últimos anos estamos entre os mais violentos do mundo. Mas é sempre bom lembrar que o ser humano não comete violência sem motivo. Violência é sempre reação.” é o que diz Lázaro Pedra, Perito Criminal da Seção de Crimes Contra a Vida, do Instituto de Criminalística de Minas Gerais. O perito, que trabalha há mais de 15 anos fazendo levantamentos em locais de crime, acredita que a violência só acontece quando sociedade e governo não foram suficientes para resolver o problema do agressor.“As causas de homicídio ocorrem, em sua maioria, nas classes pobres, por problemas de tráfico de drogas e excesso de bebida alcoólica. A violência pode ser estimulada por crises mentais, mas o que mais acontece é que no Brasil vivemos o desrespeito das injustiças sociais. As desigualdades econômicas é que produzem o grosso da violência”.
Para o estudante de jornalismo Horácio Martins a mídia no Brasil precisa mudar o foco de cobertura da violência. Na opinião do estudante, as manchetes de jornal sobre violência só mostram casos que criam impactos emocionais. “A violência que chama a atenção dos leitores é um prato cheio para vender jornais. É preciso retomar o sentido do jornalismo e investigar seriamente as causas da violência e as formas eficazes de combatê-la”.
O filme “Turistas”, lançado recentemente nas salas de cinema do país, gerou polêmica ao trazer à tona para o mundo a violência no Brasil. O jovem Pedro Henrique,15 anos, não quis assistir ao filme, que pensa ser um exagero e desrespeito para com o país. “Li sobre o filme e ouvi opinião de colegas que foram ver. Não tive vontade de assistir por causa do exagero, principalmente quando mostra o tráfico de órgãos de estrangeiros como o principal. Esqueceram de mostrar nosso dia-a-dia, trabalhando e estudando com dificuldade e ainda correr risco de assalto no ponto de ônibus”. Para o jovem Pedro, o caminho que percorre todos os dias de casa até a escola exige muita atenção e cuidados para não ter a mochila, tênis e boné roubados. “As maiores violências não são contra os turistas. São contra o povo pobre do Brasil. Mas acredito que um dia vou sair na rua para passear sem preocupar em ser roubado”, diz ele.
Por Georgiana Medeiros, estudante de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte


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